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Não falta mais nada. A mãe da menina, ontem, foi num show pela paz. Não sei porque fizeram o show. Espero que não tenha sido por causa da pobre Isabela. Afinal, precisamos mesmo de manifestações pela paz, mas não me parece que o assassinato da menina tenha a ver com a violência que nos cerca há anos. Foi apenas mais um desses atos de desespero que acontecem aqui e em qualquer país. Um maluco – ou dois – assassinos por natureza, que um dia, afloram. Um Columbine brasileiro. Contardo Caligaris definiu de maneira interessante: o assunto nos chama a atenção porque estampa na nossa cara que qualquer um de nós seria capaz de uma piração dessas. Mas não tem nada a ver com o clima de violência que se instalou no país há uns vinte anos. Alias, violência por violência, a própria polícia tem praticado absurdos ao transportar os acusados. Ou tem alguma explicação o fato de não bloquearem a quadra inteira para que o casal possa entrar no carro da polícia? Numa foto da Folha da semana passada, até um sujeito fantasiado de Bin Laden aguardava sua chance para atirar pedras no camburão. Se a quadra fosse interditada, não seria tudo mais simples? Não faríamos, nós a sociedade, representados pelos policiais, um papel mais civilizado? O mesmo em frente da delegacia. É preciso mesmo policiais do GOE, ostentando suas máscaras? Enfim, continuam todos querendo se promover. Advogados, promotores, polícia, o avô e receio que agora até a mãe e – depois da entrevista no Fantástico – os acusados. Enfim, a celebrização atingiu todos os envolvidos. Inclusive o tio, que aproveitou o show de ontem para – não posso acreditar – tirar uma foto junto com a Xuxa. Estão todos loucos.
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Em algum lugar aqui do NCPM já falei sobre ação afirmativa. O sistema de quotas é nefasto. Só cria preconceitos. Se tínhamos negros carentes que merecem vagas impostas, agora temos brancos ainda mais carentes. Pobre do sujeito branco, que estudou e se superou em escolas públicas e, por seu esforço, foi melhor que os negros na mesma condição que a sua. Esse não tem nenhuma chance mesmo. Pobre do sujeito que fez tudo quase bem e que perdeu sua vaga para alguém ainda menos preparado. Pobre do sujeito que ganha o direito de se formar no ensino superior sem ter uma forte base de ensino médio. Pena do sujeito que ganha sua vaga imposta e terá que sofrer o preconceito dos que sabem que ele não passou pela mesma provação. Diogo Mainardi fala disso em sua coluna na Veja dessa semana. A solução não é mitificar a Universidade. Não é resolver o problema do final para o começo, criando uma infinidade de novos preconceitos. A solução só se dará quando as classes menos privilegiadas tiverem educação fundamental de qualidade. Alias, a solução não só para esse como para tantos outros problemas.
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Enfim, um resumo da novela!
Essas postagem valem a assinatura viu!
CAMPANHA DIGA NÃO AO CASO ISABELA.
http://desktopvirtual.blogspot.com/2008/05/diga-no-ao-caso-isabela.html
BOICOTE AO SENSACIONALISMO DA IMPRENSA.