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O chato é que, infelizmente, não posso dar nomes aos bois. Mas preciso contar. Estou sentado numa reunião com oito ou dez publicitários. Pelo menos cinco você sabe quem são. Reunião vai, reunião vem, um deles levanta e dispara: “E pesquisa? E a pesquisa?? O que foi que ela fez com a propaganda brasileira? Será que ninguém percebe que isso é praticamente uma fraude? Que o sujeito chama meia duzia de pessoas, bota numa sala, oferece pão de queijo, aí o cara come o pão de queijo, enquanto alguém conta pra eles os roteiros. Aí um deles fala uma besteira qualquer, os outros concordam e pronto! Cobram trinta paus por essa bobagem e isso vira a Verdade”. Agora ele está em pé, e gritando a plenos pulmões: “Gente! Isso é f-r-a-u-d-e! É por causa dessa merda que a nossa propaganda está toda igual! Será que vocês não percebem isso?”. Todo mundo ri, porque a cena é divertida. Mas ninguém discordou. Herói ele. E tenho dito.
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Com todo respeito ao pessoal de pesquisa, mas eu concordo muito.
Você não pode dar “autoridade” a quem não tem “autoridade”.
O que foi falado por este publicitário é fato.
Pesquisa é como um linchamento. Tá todo mundo batendo mesmo,
então vou dar o meu chutinho na boca. Depois eu saio de fininho.
Eu voto para se dar nome aos bois.
hahaha…quem sabe na minha biografia
nomes! nomes! nomes!
O chato mesmo é que o pesquisa em geral é mal pensada e quase nunca tem alguém bom junto pra ler o que está sendo dito nas entrelinhas e gerar insight do que pode ou não ser útil no meio de um monte de bla-blá-blá.