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04Set08

O Enio Mainardi, na década de 80, era um sujeito polêmico. Fazia reuniões limpando seu revólver. Atirava na parede, andava pela agência de cuecas. Naquele tempo, publicitário ainda era meio artista. Então, fazia parte do show do Enio chamar a atenção por essas esquisitices. Aí vinha um job e ele criava coisas antológicas como “Eu sou você amanhã” para uma vodka ou “É fresquinho por que vende mais ou vende mais por que é fresquinho?” para um biscoito. Naquele tempo de Web 0.0, isso funcionava. Enio sacava da cartola esses conceitos, fazia uma campanha (que hoje chamariam de) tradicional e arrebentava de vender. Cliente feliz, Enio voltava às suas excentricidades.
E todo mundo sorria pensando… ele pode.

Na década de 90, foi a consagração do Nizan e suas doideiras. Vira a mesa daqui, grita dali. E toca ele a fazer campanhas antológicas. Um sujeito que, reconhecidamente, é acima de qualquer média, seja na velocidade de raciocínio, na maneira de interpretar um problema ou na forma criativa de resolvê-lo. Cliente feliz, vendas lá em cima, prêmios na prateleira, volta o baiano a quebrar tudo e a gritar com Deus e o mundo.
E todo mundo sorria pensando… ele pode.

Entre o Enio dos anos 80 e as estrelas de hoje, muitos outros publicitários engenhosos e geniosos surgiram. Muitos ainda estão por aí. Eduardo Fischer e Alexandre Gama, só para citar dois exemplos, assim, ao acaso. E, seguindo a tradição, virou quase um dever do publicitário criativo ser também polêmico. Já saem da faculdade assim, gritando e esperneando. É com o tempo, o trabalho e os resultados que alguns alcançam também prestígio e são “autorizados” a continuar com suas idiossincrasias.

Outros – a maioria, aliás – desaparecem. O fato é que aprendemos a aceitar a geniosidade, desde que devidamente acompanhada pela engenhosidade, por mais discutível que seja.

Por que digo isso? Porque existe uma enorme diferença entre ser polêmico e ser eficiente. Existe uma enorme diferença entre fazer Comunicação e fazer virais. Mesmo compreendendo que a moda do mês seja fazer virais para se comunicar.

Assim como nem todo polêmico é eficiente, nem todo viral, apesar de ser curioso, engraçado ou pitoresco, é convincente. E é para ser convincente que publicitários são pagos. Era o que fazia o Enio e o que fazem os Nizan, os Serpa e os Bogusky. Seja com um anúncio de página dupla, seja com um frango subserviente. Por isso demos a eles o direito de serem excêntricos e polêmicos.

Não estou aqui para defender ninguém. Escrevo só porque tem um tipo de polêmica que é um desserviço a todos que querem fazer Comunicação de um jeito sério.

Eu disse sério. Não antigo.

Polêmicas vazias assim podem enganar a garotada, levantando uma bandeira fake-anarquista na profissão mais capitalista que existe.

Em um vídeo, num dos mais importantes blogs de publicidade do país, ataca-se a Fischer, a NeoGama, a Record, o Bradesco e o Unibanco. Só por atacar. Fica bacana porque está bem editado e iluminado. Atrai flammers nos comentários. Mas é só. O que faltou? Ser convincente, por exemplo, mostrando o que fazem que é melhor do que tudo isso.

Por que a polêmica gratuita? Talvez porque não tenham ainda – como Enio, Nizan, Gama, Fischer e tantos outros – cases realmente de sucesso para mostrar.



52 Responses to “148”  

  1. Tenho dúvidas sobre a comparação entre as “excentricidades” e “desumanidades” de gênios da publicidade (compensados pelos resultados comprovados) com a “polêmica” gratuita gerada no braincast. Acredito que as opiniões ali foram emitidas como que em uma conversa de bar, num papo entre amigos.

    E, muito do que eles falaram ali já permeou o nosso papo sobre comunicação no twitter e outros fóruns, que o consumidor não é burro, que propaganda pra classe C pode (e deve) ser inteligente, que as empresas têm que se abrir ao diálogo 11 com o consumidor, não apenas o monólogo 1>N.

    E, numa conversa entre amigos, é permitido esse nível de galhofa.

    Acredito também que não houve “irresponsabilidade social” do maior blog de publicidade do brasil, onde inúmeros novos entrantes no mercado buscam sua informação diariamente, pois “editar” aquele papo seria um desserviço a seus leitores e a sua própria postura. Era claro que ali estava uma brincadeira, bem humorada e com pitadas de verdades da nova propaganda sobre a propaganda tracional.

    Porém, se a audiência universitária daquele blog não souber diferenciar a brincadeira da doutrina, aí é que temos que nos preocupar. Algo que eles (universitários) deveriam saber desde lá no início é que o bottom line É o bottom line.

    Acredito que os polêmicos saibam disso.

    Abraços

  2. Sei não Leo…
    Aquilo não é um papo de bar.
    Nem uma conversa de amigos.
    O Braincast é visto por uma audiência ampla e sem filtragem.
    Tem uma diferença fundamental entre papo de bar e videocast.
    Papo de bar acaba na mesa.
    Um videocast fica ali, eternizado, gerando flaming e agredindo gratuitamente.
    Entre outros motivos, é por causa de ingenuidades como essa que as grandes verbas não chegam aos blogs. É nessa hora que fica claro que ainda falta maturidade.
    Eu nunca falei em “irresponsabilidade social”. Mas poderia ter falado em, por exemplo, leviandade de utilizar nomes de outros profissionais numa metralhadora giratória de auto-promoção.
    Quando aos jovens profissionais saberem separar o que é sério do que é brincadeira, leia os comments do post e você verá…
    Enfim, evidente que todos sabiam das consequências.
    O que torna o video ainda mais triste.

  3. Neto
    “Irresponsabilidade social” eu tirei dos próprios coments do brainstorm#9. Um dos comentaristas diz: “Estou desapontado com o conteúdo desse videocast e surpreso pelo fato dele ter sido publicado, pois tem muito estudante que visita e absorve o conteúdo desse blog e acaba entrando no mercado com um pensamento que foi influenciado por quem não pensa antes de falar.”.

    Concordo com a eternização. Vão sofrer por isso. E acho que foi, no mínimo, deselegante. Mas não acho que esse comportamento têm grande influência nas verbas não chegarem aos blogs. Para as verbas chegarem na mídia social faltam 2 coisas, IMHO: um sistema de métricas adequado e próximo das próprias métricas dos anunciantes, e resultados efetivamente comprovados (dã, usando essas mesmas métricas).

    Na paz! Sem polêmicas³ :-)
    Abs

  4. Neto,

    Não acho que o @Gfortes e o @MrManson disseram tudo aquilo para se auto promoverem.
    Não considero também como uma polêmica gratuita.

    E concordo com o Leo quando ele diz que aquilo estava mais para uma “conversa entre amigos”, regada a cerveja e tudo.

    Eu, no lugar deles, não expressaria minha opinião de forma tão direta…

    Mas admiro a atitude deles. Já que se propuseram a falar sobre determinado assunto, que o façam por completo. Citem nomes! Ao invés de dizer “o presidende de uma grande agência brasileira”, falaram logo o nome do kra e o nome da agência.

    Assim como você poderia ter citado a Espalhe o Brainstorm e o Braincast TV.

    Tenho certeza que, se o Merigo esperasse uma resposta mais comedida, teria feito as perguntas à FAN, a Assessoria de imprensa da Espalhe.

    Vlw,

  5. É conversa de bar sim. E eu encarei desde o início como (não abriria uma lata de cerveja para dar uma entrevista pro M&M, por exemplo).

    Ok que a conversa de bar fica eternizada, acessível para todos e pode ser interpretada como algo sério ( virando “polêmica de mercado”). Mas esse que é justamente o ponto do bate-papo. Não dá mais para falar uma coisa no bar e dizer outra para o cliente.

    O Gustavo, o Wagner, o Cris e o Merigo que aparecem ali são os mais próximos do real, do autêntico, da espontaneidade. Isso que faz o Brainstorm ser diferente do M&M. É por isso que a garotada vibra e se inflama.

    As opiniões sobre Fischer, NeoGama, Record… São realmente críticas superficiais e que não levam ninguém a lugar nenhum. São 4 blocos com 10 minutos de pura várzea. Mesa redonda de futebol no Domingo, pra falar mal do Dunga. Se alguém quer aprender, ou ter uma discussão mais profunda, o blog do Merigo definitivamente não é o canal.

    E eu, pelo menos, topo as duas coisas: papo de várzea e papo sério. É só convidar.

  6. Usando esse argumento de que era apenas um papo entre amigos podemos invalidar várias CPIs. Saiu um vídeo que flagra um político falando merda… “hmmm, não, mas tudo bem, ele estava em uma festa de amigos… Vamos condenar só quem levou em conta, conscientemente, as consequências de ter seu depoimento gravado”.
    Quanto à coragem de falar nomes… os caras da FARC também são guerrilheiros, são corajosos e têm seguidores fiéis… e nem por isso fazer as coisas da maneira mais ética.
    Acho que, aqui, está-se falando em resultados. Em onda, não em marola.
    Também acho o trabalho da Espalhe muito bacana. Acho mesmo. Não sei se vai durar 20 anos, mas, hoje, é bacana. Agora, nem por isso concordo com o que foi dito, nem muito menos com a maneira como foi dito, pelos caras da Espalhe. Ué. Dou meu braço a torcer quando eles fizerem melhor do que a Neogama e a Fischer, por exemplo. O ponto é esse.
    O post aqui tá perfeito.

  7. 7 Roberto Fabri

    Neto, tenha certeza que vc colocou em letras o que muitos pensaram por ai. Vc só errou ao chamar isso de polêmica. Usando seu próprio argumento, polêmica vem desses ícones. O resto só ventila m**. a troco de nada.

    Thanks. abraços.

    PS: adoraria a conta do Unibanco e a do Bradesco nem se fala!!

  8. 8 Luis Henrique

    Sinceramente não podia esperar nada diferente de pessoas que editam os comentários de posts de seu blog, excluindo as críticas para dar uma aparência mais “cool” e mais bem visto pela galera, ou seja, pura e simplesmente limando toda e qualquer opinião que não vá ao encontro as opiniões e ponto de vista da tal Espalhe.

    Conversa de bar, sim, pode até ser e concordo em alguns pontos, mas tendo a clara noção de que ela só é publicada depois do crivo da censura digital, que dá o poder de editar, Paste & Copy, tira daqui, arrasta pra lá, e: “Pronto, o que queremos dizer está aqui, leia, goste e concorde conosco, se não, por favor… delete!”.

  9. Que salada…

    Se eles não tivessem tocado no ponto do BV acho que ninguém ia reclamar, ia achar engraçado e levar na brincadeira…isso se chama “areia na vagina”.

  10. O cara foi lá e falou o que falou. Não achei legal tudo que ele falou, mas e aí? Era pra cortar? Era pra, justamente, retirar as partes sobre as quais eu não concordo, prática que acabaram de reclamar que a Espalhe faz no seu próprio blog?

    A brincadeira com o Fischer foi só isso, brincadeira. “Você não vai me comprar, eu que vou te comprar.” Mas a parte de comparar o pessoal da Talent com o Edir Macedo eu não gostei, foi gratuito. E não vale jogar a culpa na cerveja.

  11. O texto me faz reforçar o pensamento de que polêmica gera audiência.
    O braincast fez isso com o mesmo objetivo (conscientemente ou não). É a máxima: Falem mal mas falem de mim.
    O povo fica empolgado e não mede o tamanho da merda que faz. Se é pra tomar partido por algum lado, defendo o neto.

  12. Neto, vi o vídeo hoje pela manhã e confesso que fiquei até um pouco chocado com a deselegância do que foi dito. Que se tenha sim opinião quanto a estratégia de comunicação de um ou outro anúncio, que se critique se banco é banco, se completo ou não, mas não de forma vazia e infundada como foi colocada. Cadê as referências?

    Posso até concordar com algumas das críticas sobre as campanhas, mas isso é feeling meu, pq eu não tenho acesso aos resultados das campanhas. E daí se não for completo e se for banco e, mesmo assim, estiver bombando e a campanha foi a grande espoleta disso tudo?

    Sou publicitário também, acho que é importante trabalhar num conceito amplo e utilizar todas as ferramentas disponiveis, quando necessário, claro. Mas não dá pra esquecer que o objetivo aqui ou acolá é o mesmo, $, ROI, Share.

    Quanto a criticar outros profissionais/empresas da área de forma não fundamentada, isso pra mim é nada mais do que antiético, ainda mais contra as empresas citadas. Que são sinônimo de comunicação e propaganda de qualidade no Brasil e no mundo.

    Todos podem – e devem! – emitir as suas opiniões sobre pessoas e empresas. Eu mesmo faço isso em meu blog, mas acho que este tipo de coisa deve ser feita com parcimônia, principalmente por quem se propõe, mesmo sem se propor (!), a ser referência para o mercado.

    Abraços

  13. Quem foi criticado tá pouco se lixando pra isso tudo. Tem mais o que fazer!

  14. Acho que existe uma diferença bem grande entre opinião com argumentos e críticas aleatórias. Algumas coisas, por mais que sejam pensamentos sinceros, são antiprofissionais e não é desnecessário expor isso em público. Por mais “conversa de boteco” que seja, existe um limite para não virar programa de fofoca.

    Críticas bem construídas e que acrescentam algo ao telespectador, por mais polêmicas que sejam e instiguem as pessoas a pensar, são válidas. Falar por falar, deve sim ser cortado na edição. Não por censura, mas justamente por não levar a nada. Se não fica parecendo um sopão ou uma briguinha infantil, para acharem graça.

  15. Oi Neto, a intenção não é enganar a garotada.

    Sinceramente, eu (Gustavo Fortes) acho:

    # que quem engana a garotada é quem veicula em mídia de massa a frase UNIBANCO NEM PARECE BANCO, e não faz nada concreto para não parecer banco.

    # que quem engana a garotada é quem paga blog para falar bem de uma marca.

    # que quem engana a garotada é quem tem webLOG e não coloca link para a fonte ou para quem está sendo citado.

    # que quem engana a garotada é o IP: 69.33.78.132 aí em cima que tem interesse pessoal em denigrir a imagem da Espalhe e faz comentários com pseudônimos diariamente por que não tem nenhuma ocupação depois que quebrou 3 empresas.

    Nós não estamos enganando a garotada. Nós somos apenas românticos, bobos, profissionais “não-sérios”, caras que perderam a oportunidade de se vender no maior blog de propaganda do Brasil.

    Apenas uma agência sem cases. Opa! Além de não enganarmos a garotada, também não concordo que a Espalhe não tenha cases.

    A Espalhe tem alguns cases. Talvez nossos cases não sejam tão grandiosos como o iPod no Palito. Também infelizmente não ganharam cannes, mas ainda assim podem ser chamados de cases, ou casinhos, com objetivo, estratégia e resultados.

    E apesar de não terem verbas grandiosas, como o iPod no Palito (calculo por alto que a maioria de nossos casinhos fique por volta de 2% da verba deste case), até que alguns de nossos casinhos cumpriram bem seus objetivos.

    Abs e apareça lá no http://www.blogdeguerrilha.com.br,

    gfortes

  16. Wagner,

    A gente pode chamar de conversa de bar, pela informalidade.

    Mas na real, não é.

    Porque conversa de bar, é uma coisa que acontece na mesa do bar, entre amigos os que estão ali.

    Não é gravada e editada, e termina quando o último cara vai embora.

    Não tem consequência nenhuma pra ninguém.

    O Braincast é completamente diferente.

    Tem audiência.

    Se perpetua.

    E ainda por cima, permite que, depois da conversa terminada, um monte de gente que não estava no bar, e que [muitas vezes] não está sequer qualificado para palpitar, sente na mesa e meta a boca pra falar besteiras.

    Não sou contra o formato, evidente que não.
    Mas acho que – exatamente porque não é conversa de bar – pede um certo cuidado com o que é dito.

    Entendo que o texto de vocês no Braincast seja o mesmo com o cliente. E que vocês foram sinceros em seu discurso. Entendo que ser contundente é uma maneira eficiente de entrar para o radar de clientes.

    Acho até bacana questionar o modelo vigente.
    Mas não me parece necessário que, para provar seu ponto, vocês tenham que usar de escada outros profissionais, que não estão ali para se defender, ou mesmo questionar campanhas de maneira quase leviana, pois vocês não conhecem os resultados, nem propuseram alternativas.

    Na real, você e eu sabemos, vocês fizeram o que sabem fazer melhor.
    Guerrilha.
    Só que entre guerrilha e terrorismo, tem uma fina linha, que não precisava ter sido ultrapassada.

    A “garotada vibra”, e você também sabe disso, porque é legal ver o circo pegar fogo.

    Só que a garotada vibrar, neste caso, não é medida de sucesso, nem valida nada do que foi dito.

    Enfim, você está sempre convidado, para escrever aqui.

    Prefiro que você fale sério, mesmo que a garotada não vibre.

  17. Como diz o ditado popular: “Passarinho que come pedra, sabe o c* que tem.”

    Que venham os próximos capítulos. Ou as próximas contas.

  18. Porra o foda desse gustavo fortes é que ele leu os comentários e não fala nada sobre o fato dele constantemente deletar comentários negativos no tal blog de guerrilha.

    Mas tirando isso o video nao tem nada demais, comentarios como “AH O QUE ELE DISSE FOI MUITO DESELEGANTE”, pô sempre rolou o boato que o meio publicitario era povoado de homossexuais, mas assim não dá.

  19. Gustavo

    Este Braincast já é um grande case.

    Abraços

    Neto

  20. Mais uma vez, as mesmas críticas sobre os cases das agências, sem propor nenhuma alternativa.

    Já tá parecendo até mensagem de secretária eletrônica.

    Vamos gravar uma nova?

  21. Parabéns, você conseguiu fazer o circo pegar fogo… Ops, não era essa a idéia?

  22. O pessoal tá discutindo a bendita polêmica da ética dos caras lá criticando tudo sem edição, mas esqueceram de debater algo importante aqui. Vc menospreza viral e guerrilha, em prol dos “grandes cases”. Infelizmente, parece que não notou (eu acredito que não, mas parece) que a publicidade dos grandes cases para as massas homogêneas de tamanho único, simplesmente está morrendo. Virais atingem nichos, são cases para a individualidade coletiva de mídias em diferentes escalas. É a publicidade do agora e comparar com o passado em termos de sucesso quantitativo (do tipo “oh, ficou mais famosa”) é ver a coisa da maneira errada.

    No mais, o videocast tá dentro de um blog e não de um portal, pode ser dito o que quiser, como bem entender.

  23. Agora eu entendo porque estudante de publicidade é incapaz de usar calça jeans e camiseta.

    Sério. Uma das coisas que mais me irrita é a insistência da classe em ser “polêmico”. Algo do gênero: o Nizan era polêmico e genial, vou imitar tudo que eu conseguir nele: serei polêmico!

    Caralho… como é que alguém que sequer consegue formular um raciocínio lógico direto e simples vai querer desenvolver pensamento lateral…

  24. 24 renatabokel

    Eu não ia comentar, pois acho que essa discussão foi mais longe do que os protagonistas merecem, mas não resisto.

    Ia postar no próprio #9, mas aqui a discussão tá mais legal.

    É assim, tem uma palavra que me vem à cabeça sempre que volto a ver o vídeo. E a palavra é LEVIANDADE.

    Por quê? Me admira muito pessoas que se auto intitulam modernas, virais e 2.0 falando que um vídeo veiculado num dos maiores blogs de publicidade do país – não é isso que o #9 é? – é igual a uma conversa de bar.

    Alto lá! Os blogs hoje têm responsabilidade e devem assumi-las como veículo de comunicação. A opinião dos profissionais que participaram do Braincast é imatura, leviana e no mínimo desrespeitosa não só com as pessoas ali mencionadas. Mas com a história da propaganda brasileira.

    Acho que eles fizeram, claro, vislumbrando uma polêmica (vazia e gasta, na minha opinião) e conseguiram isso às custas de alpinismo e da ingenuidade de alguns. Não levou a lugar nenhum como sempre. E ainda ficou mal p. eles.

    Tiro n’água

  25. Boa Carol.

    Nada como uma boa polêmica vazia.

    O Gustavo ganha fama, o Merigo ganha audiência e eu ganho followers no twitter.

  26. 26 Rodrigo

    Neto,
    não sou muito de comentar, mas, através do Update or Die, Bullet, Podbility, etc., eu já achava você um cara muito acima da média. Depois de ler o texto e as suas respostas a alguns comentários, comprovei esta impressão.

    Quando eu vi o Braincast, pensei exatamente o que você escreveu nesse post.

    Entre outras coisas, não entendo a mania desse Gustavo de ficar falando na “Garotada”. Tudo é a garotada pra cá, garotada pra lá. Po, parece o palhaço Carequinha (com todo respeito ao saudoso Carequinha). Eu hem, parece que só está preocupado em subir no tal do ranking das agências mais desejadas do Brainstorm (que é recheado de votos da “Garotada”). Ranking este que, no fundo, no fundo, não quer dizer rigorosamente nada na prática e no dia-a-dia do nosso mercado. Digo isso apesar de gostar e respeitar muito o site e o Carlos Merigo.

    Gustavo Fortes,
    sou um profissional de uma grande agência da Europa, bem daquele tipo que você parece odiar e abominar, mas apesar da distância acompanho de perto o mercado do nosso país e conheço alguns trabalhos da Espalhe, sim. E acho que não seria injusto dizer que ali há um ou outro case, sim. Mas sinceramente acho que você deu uma queimada no filme da sua empresa. Foi um tiro no pé.
    Sair atirando à toa pra tudo quanto é lado não acrescenta nada à imagem de vocês. Ou até denigre. Pra mim, você virou a Vovó Danada 2.

  27. vim aki só pra apertar o botão vaselina sugerido pelo rodrigo prior, não tem muito o que se dizer além duma babação básica.

    abraço.

  28. O mais engraçado disso, que sabemos que uma foto um vídeo ou um post pode gerar uma discursação interminavel, falar pelo teclado ou vídeo é a coisa mais facíl do mundo.

    Eu não achei nada de util no vídeo, afinal pra mim foi algo proposital.

    Acho que estão esquecendo que os usuários o consumidor final, não é mais bobo veja o tanto de gente conectada.

    Minha mãe me pediu um Iphone de presente, olha que ela neim sabe ligar um PC é o último celular dela é bem melhor que o meu.

    Pq estou falando isso? pq prova que o usuário não precisa mais daquela grande propaganda ou post pago, afinal muitos neim tem ideia do que é post, blog e levam a coisa tão a sério que acham que todos sabem o que é blog etc…

    Tem que parar com essas guerrinhas blog x blog jornalista x blogueiro.
    Hj quando vc entra no Twitter/Blog/Site no notícias mesmas pessoas mesmos blogueiros e sempre tem uma polêmica.

    Quero ver algo não por ser polêmico, por ser bom legal, aki que não vou esquecer por ser polemico e sim legal, no Brasil tudo que é polemico cai no esquecimento esta aí nossa politica que não deixa mentir.

    Quando vejo um blog igual ao do Cardoso, tem post que não é comentado, mas quando fala de religião enche de post afinal falar de religião é polemico isso já pode ser tema quer um blog polemico fale de relegiao.

    Chega disso criticar as coisas é tão facil fazer bem feito é que é difícil.

    e Não me venha falar que fazer um post é expressar opinão, neim sempre o direito de resposta e levado a sério pelos blogueiros

  29. Ja que o assunto é propaganda, um dos melhores (eu acho e muitos acham) comerciais de todos os tempos tem uma mensagem muito pertinente para a discussao “é possivel dizer um monte de verdades dizendo só mentiras”

    O discurso do video tem conceitos que eu concordo e apoio, que tenho certeza que o neto tambem concorda e apoia (coisas como “nao da pra ter discurso vazio mais”)

    Mas ilustrou tudo com opinioes que eu discordo, mas que vou evitar de discutir pq acho que a discussao mais imporatnte nao é exatamente o conteudo, mas o esta em torno dele

    Ate porque, falar merda por falar merda nao é exclusividade dos pequenos e desconhecidos, os lideres do nosso mercado falam merda pra caceta, falam isso no M&M, no site deles, na TV, em todo lugar. Entao vou tentar manter a discussao na forma, no formato.

    Eu tambem defendo que post é apenas um post, conversa de bar. Mas quando eu escrevi sobre isso no meu blog eu criticava a imprensa, que estava sendo ignorante em ver a blogosfera como algo orquestrado e unico, nao quer dizer que a opiniao de mesa de bar nao precise ter criterio e responsabilidade. Eu acredito na força dos blogs e se acredito, usar “conversa de bar” como significado de “pouca importancia” seria contraditorio.

    Sabe, acho que tem diferenca entre ser corajoso e ser leviano.

    Tem diferenca entre nao ter medo e ser nao ter filtro.

    Tem diferenca entre ser inparcial de se promover o que nao se deve.

    Tem diferenca entre nao ser chapa branca e ajudar a agredir seu chefe, a quem voce deve o respeito. E se nao deve, o correto seria largar o emprego.

    Tem diferenca entre falar por falar (conversa de bar) e nitidamente mostrar que esta falando ensaiado para gerar polemica.

    Aquele grande veiculo de comunicacao televisiva (vulgo Rede Globo) tambem foi criticado por botar no ar a cada 5 minutos a morte da menina. A desculpa deles foi: “o povo quer saber e estamos dando noticia”

    A globo tambem poderia dizer que o consumidor sabe filtrar, que nao é bobo, e que poderia inclusive mudar o canal. Estando certa ou nao, os argumentos nao sao bons. Ter obrigacao de mostrar a noticia nao tem relacao com o formato como isso é feito.

    Dizer que fulano ou beltrano é vendido é ofensa grave, nao importa se é celebridade como o Eduardo ou se é microcelebridade como o Gustavo. Tem inclusive legislacao para isso, para quem se sente lesado. Uma coisa é criticar o Dunga, dizer que nao concorda com sua tatica, com sua escalacao. Estariamos neste caso, discutindo conteudo. Outra é dizer que ele se vendeu para a Argentina.

    E neste caso, nao importa se quem assistiu o programa acreditou no locutor, que o Dunga realmente é ou nao é ladrao, que ele fez ou nao fez a escalacao errada. A questao tambem nao esta relacionada a capacidade do consumidor de saber filtrar.

    Dizer que fez campanha que deu resultado e que a outra agencia faz campanha que nao da resultado é muito facil. isso vale para todo mundo, nao importa se é agencia pequena, grande, se é de guerrilha ou offline. É discurso vazio, é exatamente o que todas as agencias fazem. As grandes, as pequenas, as de promo, as de guerrilha, as de Off. E todas é uma generalizacao. No meio disso, tem muita gente boa, agencia boa.

    Quem valoriza o “falem mal mas falem de mim” ou “polemica por polemica” nao acredita na “forca dos blogs” ou “no discurso consistente”, pois neste caso, nao importa o conteudo sobre o que falam, só importa se falam. Nao poderiam nem criticar posts pagos, pois olhando como audiencia, é uma midia barata.

    Quem valoriza unicamente a “audiencia” tambem nao pode vender guerrilha, o internet, ou blogs. Neste caso, o meio a ser defendido é a TV, pq é um tiro de canhao, tem formato comercial definido, fala com milhoes de pessoas, uma acao atinge muitos, é relativamente garantida a audiencia e com um custo muito barato (sim, a tv é um dos melhores custos por mil do brasil)

    enfim, falei demais ja. ate para uma conversa de bar.

  30. 30 renatabokel

    Rodrigo,

    O melhor texto da polêmica com certeza foi “Entre outras coisas, não entendo a mania desse Gustavo de ficar falando na “Garotada”. Tudo é a garotada pra cá, garotada pra lá. Po, parece o palhaço Carequinha (com todo respeito ao saudoso Carequinha)”…. morri de rir… genial!

  31. 31 mabrugnolo

    A minha contribuição para esta discussão vem em forma de trilha sonora, e imagens que ilustram tudo!

  32. 32 mabrugnolo

    E por favor hein, cada frame NÃO é mera coincidencia…

  33. nossa brugnolo. fez a garotada vibrar aqui. acho que esse post encerra a polêmica. e vamos embora do bar antes que vire fim de festa. :D

  34. 34 renatabokel

    that´s ma girl

  35. Na onda da vídeo resposta, só tenho a acrescentar isso aqui:

  36. Senhores,
    Flame que é flame só se encerra com acareação. Isso eu aprendi desde a época de picuinhas de BBS.

    O Merigo deveria convidar o Gustavo e o Neto para um Braincast próximo e ambos vão acabar se elogiando e dando tapinhas nas costas, esclarecendo o que está turvo e propagando a paz e os bons modos pelo planeta.

    Quanto a vc Cava, reserve uma conversa de bar para mim. Tu tens umas costas que adoraria dar uns tapinhas. (no sentido amigável da expressão).

    E é isso aí. O que deve ser jogado aos leões são as idéias e conceitos. Não as pessoas. Talvez o mal entendido tenha sido justamente esse: nomes e campanhas foram citados de forma genérica (podia ser qualquer um, desde o Justus até o comecial de qualquer margarina) e para quem falou eles eram conceitos, mas para alguns que ouviram (grandes nomes que estão ali convivendo no mercado) eles são de fato pessoas, não figuras genéricas.

    Quem diria, MrManson paz e amor.

  37. Wagner,

    Acho que o problema foi esse mesmo.

    Discutir o modelo é sempre saudável, mas acho que não é necessário citar nomes e campanhas sob pena de cometer injustiças.

    Abraços

    neto

  38. demorô, ja sei ate que presente vou levar (no sentido amigavel tb)

  39. 39 eduardo

    KKKKKKKKKKK!!!!

    Genial, Rodrigo Prior, Genial! Muito engraçado!!!

  40. Ele não falou nenhuma mentira. Por que tem gente chocada com o que foi dito?
    “Alguns são autorizados” a criar polêmicas. Isso quer dizer que o restante tem que abaixar a cabeça e se anular? Um pouco ditador, isso, não?!
    Sou publicitária e uma das coisas que mais me irrita nesse meio é a puxação de saco sem limites aos “gênios” da propaganda.
    Todas as coisas são passíveis de serem discutidas. Ridículo é quem se esconde atrás de um empreguinho meia-boca ,que fica levando xingo de publicitário egocêntrico, não sabe nem o que tá fazendo ali, não questiona o trabalho – não fala nada.
    Sou totalmente a favor da polêmica sim. Isso faz as pessoas pensarem.
    Nada como um bom cutucão!

  41. concordo com o que já disseram. discussão vazia.

    vale lembrar que o “forte” do cara é guerrilha [laugh track here] — se é que assim podemos dizer. acrescente um pouco de teoria da conspiração e ligue os pontos. é claro que os fins não justificam os meios, não neste caso e, assim, concordo totalmente com o que o cava disse. mas ele queria chamar a atenção. (e aqui instaura-se um loop)

    assim que terminei de ver o videocast, o primeiro pensamento que me veio à mente foi: “ele é novo ainda, um dia aprende”. arrogância não combina com maturidade. mas quem sou eu prá dizer alguma coisa sobre maturidade, não é mesmo?!

    ainda acho que foi um braincast de aluguel. hoho #prontocrieifactoide

    ~~~

    cava e neto estão *garantidíssimos* na minha lista das “100 pessoas para se conhecer antes de morrer”. não para dar tapinhas nas costas, é claro.

    ~~~

    opa, já tem um Luis Henrique ali em cima, tenho que mudar de assinatura. @luishpenha, a quem interessar possa.

    saudações,

  42. Luis

    Tira o cava da lista. Ele tem mau-hálito.

  43. Claro, sua irma nao toma banho direito….

  44. 44 Ricardo

    Belo texto Neto.Sempre faço um paralelo da propaganda com o futebol. É isso ai. Gustavo Fortes é a Potuguesa da propganda, porém com rejeição. Sempre é robada, ninguem vale nada, o campeonato é ruim, o gramado não é bom, o juiz é carioca, mas nunca ganha nada, nunca monta um time bom, revela jogador bom de 5 em 5 anos. esse é o GF. O pior é ter que ler que “somos romanticos…” Você é romantico, meu queirdo Gustavo, vá escrever livros. Propaganda é negócio, é dinheiro. Cliente entrega conta para quem dá resultado, não para romanticos. Clinte entrega conta para quem cria “numero 1″, “bradescompleto”, “desce redondo”, pra quem aumenta share, pra quem dá resultado. Talvez por isso vc seja sócio da ESPALHE. O case mais famoso e bem sucedido da sua agencia qual é? Provavelmente lá em Salvador ninguém saiba, enfim. Ainda bem que você é romantico é não representa absolutamente nada na propaganda brasileira. Ainda bem que o unico espaço cedido a vc tenha sido o brainstorm, afinal de contas neste mercado, só há espaço mesmo pra quem é bom.

  45. Boa cava

    :)

    voltamos mesmo à nossa programação normal.

  46. Neto,
    concordo com teu texto, acho uma puta sacanagem citar nomes da maneira como aconteceu no B#TV, mesmo que seja ao acaso.

    Porém não acho que os caras fizeram por maldade, mas sim pelo simples fato de “querer aparecer”, e como você mesmo disse eles ultrapassaram uma fina linha e que, no meu ponto de vista, pegou mal para a imagem deles. Somente deles.


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