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	<title>não conte pra mamãe</title>
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		<title>não conte pra mamãe</title>
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		<title>NCPM mudou de endereço</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 06:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O NCPM não mora mais aqui. O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=365&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O NCPM não mora mais aqui.</p>
<p>O novo endereço é <a href="http://www.naocontepramamae.com.br">http://www.naocontepramamae.com.br</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/365/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/365/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=365&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>182</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 03:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.netpromo.com.br%2FNeto%2FGiveMeOneMoreChance.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span>
<p>Não consegui encontrar no Google.<br />
Deve ter sido o que? 74, 75.<br />
Eram sucesso numa época em que não havia nem Disney Channel, nem internet nem TV a cabo.<br />
Mas a fama já vinha do desenho animado, que passava na Globo.<br />
Jackson Five em desenho animado, quem diria.<br />
Pedi para meu pai me levar, mas não tinha muita idéia do que seria o show, com pouco mais de 9 anos.<br />
O Anhembi era escuro e chegamos no mesmo fusca que, uma vez, furou uma barreira de soldados da cavalaria, em 68.<br />
No porta mala, tinha sempre um tapete persa velho, cheio de óleo, que ele usava para entrar embaixo do carro para ver vazamentos.<br />
Lembro dos sapatos plataforma, das calças bocas de sino psicodélicas, entrando no pavilhão de exposições (você não acha que colocariam os Jackson Five no teatro Elis Regina, não é mesmo?).<br />
Sentamos no persa, lá no fundo. Longe da agitação, que não é coisa de criança, mas perto o suficiente do palco para sentir a vibração enquanto preparavam os instrumentos.<br />
Naquele tempo, estrelas ficavam logo ali, ao alcance das mãos, quando se dignavam a vir ao Brasil.<br />
Não era como hoje, que você vai a um estádio para assistir o show dublado e pelo telão.<br />
Lembro dos Jackson Five entrando no palco.<br />
Lembro da falta de ar de empolgação, de ver todo mundo dançando.<br />
Lembro do meu pai me colocando no ombro.<br />
Lembro que as roupas deles eram prateadas e azuis.<br />
Todo mundo só olhava para o Michael, que já não era mais uma criança, mas que com sua voz aguda jogava os irmãos para segundo plano.<br />
Daquela noite no Anhembi até hoje, tanto tempo passou.<br />
Michael teve sua ascensão e queda.<br />
Quanto mais ficava branco, pior ficava, que paradoxo.<br />
Ultimamente era uma imagem assustadora, ideal para tablóides de escândalo.<br />
Michael Jackson envelheceu mal e talvez tenha morrido ainda em tempo de não se destruir ainda mais.<br />
Penso nas minhas filhas me arrastando para ver Jonas Brothers, no telão do Morumbi.<br />
Triste fim de uma era.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/361/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=361&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>181</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 03:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para me transformar nesta pessoa mal resolvida que sou, fiz muitos anos de Análise. Mais de uma vez escutei do meu analista que nada muda com o passar do tempo. Ele dizia que os dilemas das famílias de hoje são os mesmos que das famílias medievais. Que as mudanças tecnologicas, sociais, enfim, as &#8220;gerações&#8221; são [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=357&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para me transformar nesta pessoa mal resolvida que sou, fiz muitos anos de Análise. Mais de uma vez escutei do meu analista que nada muda com o passar do tempo. Ele dizia que os dilemas das famílias de hoje são os mesmos que das famílias medievais. Que as mudanças tecnologicas, sociais, enfim, as &#8220;gerações&#8221; são apenas uma ilusão. Não têm impacto sobre nossos sofrimentos e angústias. Segundo ele, não vale como desculpa para nenhum problema afirmações que comecem com &#8220;Nos dias de hoje&#8230;&#8221;.<br />
Como ele não lê isso aqui, posso dizer com tranquilidade: o que foi que houve com essa geração?<br />
Acabo de chegar do show dos Jonas Brothers.<br />
Não me importa o fato deles não serem uma banda lá muito bacana. É evidente que são uma banda de contrato, produzida artificilmente, falsos como uma nota de quinze reais e bla bla bla.<br />
Poderia ficar aqui lamentando como esses meninos não cantam nada&#8230;como minha geração tinha melhores talentos.<br />
Mas sinceramente, não acho que este seja um problema.<br />
Toda geração teve isso.<br />
Os New Kids in the Block, Menudos, RPM&#8230;não é isso que incomoda.<br />
O que me chamou a atenção é que esses garotos que não tocam [ou tocam pouco] nas rádios, não aparecem na Globo, não têm clips na MTV. Só aparecem mesmo num ou noutro filme no Disney Channel, foram capazes de encher um Morumbi numa noite de domingo.<br />
O mesmo Morumbi do Queen na década de 80.<br />
O mesmo do U2.<br />
O mesmo da Madonna.<br />
O público era de familias: pais, mães, filhas e alguns filhos. Como é de se esperar as garotas de 12 anos choravam copiosamente, como as avós fizeram com os Beatles.<br />
O que levanta a questão: porque tantas crianças, se comovem tanto com algo que vêem tão pouco na mídia?<br />
Para mim, é mais uma lição desses novos tempos.<br />
Me parece que esse foi o claro exemplo de mais uma das mudanças que todo mundo [menos meu analista] admite que aconteceu recentemente. Tem a ver com a democratização da(s) mídia(s). Tem a ver com o fim da indústria fonografica como conhecemos.<br />
É mais um sinal da idéia [já debatida à exaustão] de que a receita das bandas deve vir dos shows.<br />
Esses meninos, esse Jonas Brothers, encheram o Morumbi mas não foi graças à venda de CDs nem à promoções, nem aos clips na MTV (R.I.P.).<br />
Este show serviu pra nos lembrar que existe uma rede silenciosa, além da web. Além das redes sociais digitais. É a rede social mais antiga do mundo. Aquela que meu analista entende tão bem. A das relações. Aquela do boca a boca, aquela das amizades. Do poster na parede do quarto da amiga, dos grupos na escola, da conversa depois da aula.<br />
Essa rede social usa a internet apenas como facilitadora.<br />
E foi essa rede social que se encontrou hoje no Morumbi, para o show do Jonas Brothers.<br />
Um belo case para quem quiser se aprofundar.<br />
Eu não.<br />
De Jonas Brothers, por essa vida, já deu para mim.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/357/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=357&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>180</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 06:22:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cena foi levada ao ar num programa jornalístico de TV, ontem à noite. A situação não é nova. Deve acontecer várias vezes por semana por todo o país. É tão comum, que você pode nem ter notado. No programa, um Major da Polícia Militar é mostrado em pleno exercício de sua função. Chegou, acompanhado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=352&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cena foi levada ao ar num programa jornalístico de TV, ontem à noite.<br />
A situação não é nova. Deve acontecer várias vezes por semana por todo o país.<br />
É tão comum, que você pode nem ter notado.<br />
No programa, um Major da Polícia Militar é mostrado em pleno exercício de sua função.<br />
Chegou, acompanhado de seus homens e armas, às seis horas da manhã num conjunto de imóveis ocupado ilegalmente.<br />
Centenas de famílias que, por força da lei, devem desocupar a propriedade.<br />
Ninguém pode ser contra essa decisão.<br />
É nesse regime e é com essas leis que optamos viver.<br />
A cena, então, mostra o soldado impávido, em pleno exercício de sua autoridade.<br />
O cinegrafista é até alguns centímetros mais baixo que o Major, o que confere ao militar um ar ainda mais superior: ele ordena que o repórter desligue sua câmera pois não sabe quem é o sujeito, nem se tem direito de filmá-lo.<br />
Manda que um subalterno tire aquilo tudo a limpo e volta a concentrar-se nas ordens para que as famílias desocupem os imóveis.<br />
O reporter, como é de praxe, deixa a câmera ligada.<br />
A atitude do Major chama a atenção pela segurança exagerada.<br />
Ai de quem ousar se colocar em seu caminho.<br />
Alguém poderia dizer que se ele não for assim, não consegue cumprir seu dever.<br />
Que ele não pode ter emoção.<br />
Que essa gente tem que ser tratada com rédea curta.<br />
Eu tenho outra interpretação.<br />
Acho que o sujeito, ao longo de tantas ações como essa, perdeu sua capacidade de julgamento, mas minha opinião é irrelevante.<br />
Concordo que o Major não é pago para questionar a lei ou sequer pensar sobre ela.<br />
Está ali para cumpri-la.  Vai apenas desalojar pais, mães e crianças que cometeram o crime da invasão de propriedade e ponto final, a missão estará cumprida.<br />
Na cena, não há violência física.<br />
Não há reação intempestiva.<br />
Não há conflito corporal.<br />
O Major sabe o que faz com a tal rédea curta.<br />
A violência está apenas na sua fala.<br />
Em sua absoluta intransigência.<br />
Os moradores são gente simples, já estavam derrotados antes que o Major chegasse para sua batalha.<br />
Homens adultos choram em silêncio.<br />
Mulheres juntam suas tralhas.<br />
É nesse ponto que o reporter flagra uma mãe que ousa dirigir a palavra ao militar:  </p>
<p>- Major, o senhor não pode pelo menos esperar as crianças acordarem?  </p>
<p>Não sei se consigo explicar porque essa frase me chamou tanto a atenção.<br />
Não sei se é preciso ter filhos para entender sua profundidade.<br />
Esperar que os filhos acordem.<br />
Será que, sabendo que não terão onde morar, que a vida que era ruim será ainda pior, a mãe pede que sejam concedidos os últimos minutos de paz para seus filhos?<br />
A paz do sono.<br />
Ou será que a mãe não quer ser o veículo da notícia de que tudo está perdido?<br />
De novo.<br />
E que metáfora inconsciente.<br />
Será que a mãe acredita que um dia suas crianças podem mesmo acordar para uma vida digna, sem um funcionário do Estado batendo a sua porta às seis da manhã para colocá-los na rua?<br />
Será que a mãe compreende como essa frase resume a derrota não apenas daquelas famílias, mas de nós todos, que de alguma maneira avalizamos esta situação?   </p>
<p>O Major, evidentemente, ignora o pedido.  </p>
<p>Crianças, acordem. Hora de procurar para onde ir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/352/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/352/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=352&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>179</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[NCPM]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero falar do &#8220;This is my man&#8221; do Obama para o Lula. E sobre o fato de Lula ter alcançado a eternidade: personagem de South Park. O assunto pode parecer velho. Mas não é. É eterno, na verdade. A relação entre as grandes potências e o nosso Brasil. Barbara Gancia e Ruy Castro, na Folha, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=349&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero falar do &#8220;This is my man&#8221; do Obama para o Lula.<br />
E sobre o fato de Lula ter alcançado a eternidade: personagem de South Park.<br />
O assunto pode parecer velho. Mas não é.<br />
É eterno, na verdade.<br />
A relação entre as grandes potências e o nosso Brasil.<br />
Barbara Gancia e Ruy Castro, na Folha, já falaram sobre isso.<br />
Primeiro, vamos falar sobre o significado da expressão que Obama utilizou.<br />
Ao contrário do que se divulgou amplamente, a expressão &#8220;this is my man&#8221; não tem precisamente o mesmo sentido de &#8220;este é o cara&#8221;. Está mais para algo como &#8220;esse é meu chapa&#8221;. Obama continua: &#8220;É o sujeito mais popular do mundo&#8230;.deve ser porque ele é boa pinta&#8221;.<br />
Ora, só mesmo alguém deslumbrado pode ver nessas frases, ditas pelo homem mais poderoso do mundo, algo de lisonjeiro.<br />
Todo este texto de Obama é, na verdade, patriarcal, caricato, desrespeitoso e acima de tudo, preocupante.<br />
&#8220;Esse é meu chapa&#8221; pressupõe uma intimidade falsa entre os dois líderes.<br />
&#8220;É o sujeito mais popular do mundo&#8221; deixa claro que Obama sabe e compartilha do interesse de nosso presidente em ser popular, custe o que custar. É como um código entre eles. O que os une na intimidade forçada da primeira frase.<br />
Finalmente &#8220;&#8230;.deve ser porque ele é boa pinta&#8221; é uma evidente ironia e, pior que isso, sugere uma liberdade que não me parece ser compatível com os cargos de ambos.<br />
Afinal, para a relação comercial entre Brasil e os EUA não me parece adequado ter como representantes máximos, homens que se relacionam com tamanha irreverência.<br />
Na resposta de Lula, ficou claro que ele compreendeu o que Obama disse, muito menos como um elogio (que seria um equívoco permitido apenas a políticos iniciantes), mas sim como uma liberdade exagerada. Dizer que Obama poderia ser baiano ou carioca, foi a maneira &#8211; como sempre muito habilidosa, porque de retórica populista, Lula é um monstro &#8211; de Lula retribuir e sinalizar para quem interessa, que ele compreendeu claramente a situação.<br />
Aí, recados dados, só a mídia se deslumbrou. E é preocupante.<br />
Porque percepção É realidade.<br />
O que nos leva ao Lula South Park.<br />
Lula virou personagem de cartoon. O que apenas reforça a relação proposta por Obama.<br />
Pela ética que se apresenta nesta nova administração americana, Lula não é digno de preocupação. É uma caricatura de líder. É o meu chapa. Não oferece perigo. Deve ser porque é bonitinho e todo mundo gosta dele.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/349/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/349/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=349&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>178</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 01:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Those who can&#8217;t do, teach. Those who can&#8217;t teach, teach gym. Essa frase é um ditado americano e aparece em um dos filmes de Woody Allen, acho que é Radio Days mas posso estar errado. A frase mostra que desacreditar da capacidade dos professores não é uma exclusividade brasileira. Me formei em Comunicação pela Escola [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=343&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Those who can&#8217;t do, teach. Those who can&#8217;t teach, teach gym.</em></p>
<p>Essa frase é um ditado americano e aparece em um dos filmes de Woody Allen, acho que é Radio Days mas posso estar errado. A frase mostra que desacreditar da capacidade dos professores não é uma exclusividade brasileira.</p>
<p>Me formei em Comunicação pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e lembro que não tive talvez nem um único professor que me orgulhasse. A maioria deles eram perdedores. Gente que não conseguiu fazer uma carreira na publicidade e estava lá, tentando ganhar a vida.</p>
<p>Lembro que meus colegas todos tinham certo desprezo pelo nosso corpo docente.</p>
<p>Lembro ainda que, diferente de nós, os alunos da ECA pareciam ter um respeito muito maior por seus professores. Não digo que os professores da ECA fossem melhores que os da ESPM. Digo apenas que os alunos da ECA tinham mais orgulho de seus mestres.</p>
<p>O tempo passou e sei que hoje o nível dos professores melhorou muito, seja na ECA ou na ESPM. Conheci diversos profissionais realizados que decidiram dedicar parte de seu tempo à formação de profissionais. Talvez até porque sejam da mesma geração que eu e queiram mudar a realidade que vivemos.</p>
<p>Mas é surpreendente como ainda existem incompetentes treinando a próxima geração de profissionais. Gente que não arruma mais emprego em lugar nenhum. Gente que se transformou em refugo do mercado e que &#8211; como última parada &#8211; encontrou a posição estratégica de treinar as próximas gerações.</p>
<p>Esses profissionais, incompetentes para serem empregados, incompetentes para prestarem serviços aos clientes, criam blogs, têm usuários no twitter com milhares de seguidores, dão palestras, enfim, se realizaram como professores.</p>
<p>Concordo que o fato de serem medíocres profissionais, não é garantia de que sejam professores incompetentes.</p>
<p>Afinal, muitos possuem um talento retórico que os qualifica para falar genericamente sobre assuntos que não são exímios artesãos.</p>
<p>Esse talento, dá dinheiro a quem organiza cursos e palestras de auto-ajuda profissional, um negócio que rende muito em uma época que se alimenta a ilusão de que um currículo vale quantas folhas tem.</p>
<p>Mas não deixa de ser curioso como ainda alguns de nossos mais famosos docentes não conseguiriam arrumar emprego em nenhuma agência do Brasil, não?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/343/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/343/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=343&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>177</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2009 02:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A idéia do Twitter não é somente seguir pessoas interessantes para ficar por dentro de suas atualizações, mas também se auto promover e tornar-se uma pessoa interessante de ser seguida, e para isto, nada melhor que sair adicionando(seguindo) todo mundo. Afinal de 100 pessoas que você segue, pelo menos 50 delas vão te seguir também, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=338&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>A idéia do Twitter não é somente seguir pessoas interessantes para ficar por dentro de suas atualizações, mas também se auto promover e tornar-se uma pessoa interessante de ser seguida, e para isto, nada melhor que sair adicionando(seguindo) todo mundo. Afinal de 100 pessoas que você segue, pelo menos 50 delas vão te seguir também, isso é fato. Mas sair adicionando todo mundo manualmente é trabalhoso e exige muito tempo, então desenvolvemos este script para habilitar tal função no Twitter.</em>&#8220;</p>
<p>Retirei esta frase do site de Danilo Salles, um programador carioca que criou um script que &#8220;segue&#8221; usuários em massa no Twitter. O script baseia-se numa prática muito como de retribuir o &#8220;follow&#8221;. Ou seja, se você me seguir, eu sigo você. Valendo-se deste script você pode rapidamente ter um crescimento exponencial no número de &#8220;followers&#8221;.<br />
A ferramenta, ao contrário do que muitos usuários afirmaram no Twitter, não é nociva a ninguém. Apenas àqueles que se preocupam com os &#8220;rankings&#8221; de seguidores. Estes se sentiram traídos. A verdade é que o resultado deste crescimento exponencial é ruim apenas para os servidores do Twitter, que passam a ter muito mais trabalho. Exponencialmente mais.<br />
Não quero, portanto, posar de guardião da ética, mesmo concordando que o programador fez uma molecagem, baseado numa fragilidade real do sistema.<br />
Coisa alias, que não é nova, taí o spam.</p>
<p>Lamento, sim, dois fatos:</p>
<p>O primeiro é que, mais uma vez, o Brasil mostra para o mundo seu lado mais nefasto. Mais uma vez, a gente torce a ética para tirar vantagem. Mais uma vez, a gente finge que é assim mesmo e &#8220;quem mandou&#8221; não pensarem nisso.<br />
O segundo é que uma jornalista relativamente famosa se valeu dessa ferramenta para turbinar o número de seguidores a título de realizar uma &#8220;experiência&#8221;.<br />
Por que é grave que alguém da imprensa multiplique artificialmente o seu número de seguidores?<br />
Porque ao validar esta atitude eticamente questionável, atitude de quem não sabe brincar, ela estimula uma infinidade de outros usuários a fazerem o mesmo. E assim, aos poucos, lá se vai a via de duas mãos do Twitter.<br />
Em sua página do Twitter está a seguinte afirmação:</p>
<p>&#8220;<em>Observe. Ninguêm</em> [sic] <em>comenta sobre (nem se importa com) nicks desconhecidos no ranking de Alhos &amp; Bugalhos.</em>&#8220;</p>
<p>Uma jornalista da velha mídia que &#8211; apesar de estar há muito tempo online -  parece não se sentir confortável com a conversação das novas mídias.<br />
Inflar artificialmente o número de seguidores tem apenas essa função: transformar o que era diálogo, em monólogo.</p>
<p>Não importam os 15 mil que ela segue. O que importa são os que a seguem de volta. Vale tudo para conquistar audiência.</p>
<p>A jornalista não se dá conta que nas ferramentas colaborativas, ao tentar driblar a regra do jogo, ela também se transformou em só mais uma, no mar de opiniões. Proporcionalmente tão [ir]relevante quanto era, antes de tomar o anabolizante do Danilo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/338/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/338/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=338&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>176</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 22:05:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia falei no UoD, sobre a base de Edwards. Por coincidência, li este texto e fiquei com ele na cabeça por uns dias. Resolvi traduzir para aqueles que se interessam pelo assunto: Entre pilotos profissionais existe um ditado: voar é apenas um monte de horas chatas pontuadas por alguns momentos de terror. Eu mesmo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=333&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia falei no UoD, sobre a base de Edwards. Por coincidência, li este texto e fiquei com ele na cabeça por uns dias.  Resolvi traduzir para aqueles que se interessam pelo assunto:</p>
<p>Entre pilotos profissionais existe um ditado: voar é apenas um monte de horas chatas pontuadas por alguns momentos de terror.</p>
<p>Eu mesmo, não lembro de muitos períodos de chatísse durante minha carreira de 30 anos com a Lockheed, principalmente como piloto de testes. De longe, o momento mais memorável ocorreu em 25 de janeiro de 1966.  Jim Zwayer, um piloto de testes especializado em navegação e eu estávamos testando os sistemas do SR-71 Blackbird na base de Edwards, California. Estávamos investigando procedimentos para diminuir o arrasto e melhorar a performance em vôos à velocidade Mach elevada. Isso envolvia voar com o centro de gravidade da aeronave mais a frente do que o normal, reduzindo a estabilidade. Decolamos de Edwards às 11:20 da manhã e completamos a primeira perna da missão sem problemas.</p>
<p>Após sermos reabastecidos por um KC-135, viramos para o Leste, aceleramos para 3.2 vezes a velocidade do som e subimos para 78.000 pés, nossa altitude de cruzeiro para a missão. Alguns minutos em cruzeiro e o sistema de absorção de ar da turbina direita apresentou uma falha, obrigando a passar de automático para manual. A configuração da turbina do SR-71 se ajusta automaticamente em vôos supersonicos para desacelerar a passagem de ar pelo duto, reduzindo a velocidade do ar para subsonica após entrar no motor.  No modo manual, pode ocorrer um fenômeno chamado &#8220;inlet unstart&#8221; que causa imediata perda de potência, ruídos terríveis e vibrações. Mas não era uma coisa rara ou que estivéssemos pouco familiarizados. Normalmente, a potência retorna e o vôo prosegue sem problemas.</p>
<p>Entramos numa curva de 35 graus para a direita, conforme programado.  Um inlet unstart ocorreu no motor direito, forçando a curva ainda mais. Puxei o manche para a esquerda e para frente.  Nenhuma resposta.  Imediatamente percebi que teríamos problemas. Tentei pedir a Jim que continuasse no avião, sem ejetar, até que atingíssemos velocidade e altitude menores. Não acreditava que ejetar a Mach 3.18 e 78 mil pés seria possível.  Mas a força G subiu tão rapidamente que minhas palavras saíram inteligíveis, como foi confirmado depois pelas gravações. Os efeitos acumulados das falhas de sistema, de estabilidade longitudinal, angulo de ataque exagerado, velocidade supersonica, alta altitude e outros fatores impostos à estrutura impediam-me de restaurar o controle.</p>
<p>Tudo pareceu acontecer em câmera lenta. Ainda tentava me comunicar com Jim quando apaguei, sucumbindo a alta força G. Em questão de segundos, o SR-71 literalmente se desintegrou ao nosso redor. Daquele momento em diante, eu não tinha mais o que fazer.</p>
<p>O que me lembro inicialmente, foi a sensação de ter um sonho ruim.  Talvez eu acorde e saia dessa confusão, lembro de pensar. Gradualmente recuperando a consciência, me dei conta de que não era um sonho. Havia mesmo acontecido. Portanto, deveria estar morto. Mas como não me sentia mal, apenas com uma sensação de intensa euforia, conclui que morrer não era tão ruim assim. Conforme voltava a a ter controle da situação, me dei conta de que não estava morto, mas de alguma maneira, separado do avião. Não tinha ideia de como aquilo poderia ter ocorrido, pois não havia iniciado a ejeção. O som do ar passando rápido e um flap flap vindo das minhas costas confirmavam que eu estava caindo. Não podia ver nada. O visor do meu capacete estava congelado, então tudo que eu podia ver era uma camada de gelo. Meu uniforme estava inflado, o que indicava que o cilindro de oxigênio do meu acento estava ali, não apenas me fornecendo oxigênio, como pressurizando meu macacão, evitando que o sangue fervesse  na altíssima altitude. Meu traje transformou-se na minha capsula de sobrevivência.</p>
<p>Minha próxima preocupação era a estabilidade. A densidade do ar na alta altitude poderia fazer com que meu corpo girasse tão rapidamente a ponto de causar problemas físicos. Por isso, o sistema de paraquedas do SR-71 é desenhado para soltar um paraquedas menor ao ejetar. Como eu não havia ejetado, não sabia se o paraquedas de estabilização havia sido acionado.</p>
<p>Após alguns segundos percebi que estava caindo verticalmente e não girando. O pequeno paraquedas deveria ter sido acionado e estava funcionando.  Próxima preocupação: o paraquedas principal deveria abrir a 15 mil pés. Mas novamente não tinha como saber se o automático funcionaria. Não podia ter certeza de minha altitude porque ainda não podia ver através da camada de gelo. Não havia como saber quanto tempo fiquei desmaiado ou quanto eu havia caido.</p>
<p>Procurei pelo anel de acionamento automático do paraquedas, mas com o traje inflado e minhas mãos quase congeladas, não consegui localizá-lo. Decidi abrir o visor do capacete para tentar estimar a altitude e encontrar o anel. Exatamente neste instante, senti a subita desaceleração causada pelo paraquedas principal sendo aberto. Levantei a viseira, mas a trava estava quebrada, então, com uma mão mantendo a viseira aberta, pude ver que estava descendo num céu claro de inverno, com visibilidade ilimitada.</p>
<p>Foi um grande alívio ver o paraquedas de Jim a aproximadamente uns duzentos metros do meu. Não poderia imaginar que sobreviveríamos a uma aeronave se despedaçando, assim, ver que Jim também havia escapado foi ótimo. Também pude ver os destroços do avião em chamas, alguns kilometros a frente de onde iríamos pousar.  O terreno não era nada convidativo. Um platô alto, com alguma neve e nenhum sinal de vida. Tentei girar o paraquedas para olhar ao redor, mas com uma mão na aba do capacete, não consegui manipular as cordas adequadamente para a manobra.</p>
<p>Pouco antes do acidente haviamos iniciado uma curva em direção da fronteira do Novo Mexico &#8211; Colorado &#8211; Oklahoma &#8211; Texas. Assim, eu não tinha sequer como saber em que Estado iríamos cair. E mais. Como já passava das 3 da tarde, provavelmente dormiríamos ali. A cerca de 3 mil pés, chequei com as mãos se o kit de sobrevivência ainda estava preso ao meu equipamento. Pousar com o kit pesado preso ao meu corpo poderia resultar numa perna quebrada. Em seguida pensei quais itens estavam no kit e nas técnicas de sobrevivência que havia treinado. Olhando pra baixo, vi um animal de grande porte, talvez um antílope, diretamente abaixo de mim, levantando um nuvem de fumaça ao correr em disparada.</p>
<p>Meu primeiro pouso de paraquedas foi suave.  Aterrisei em um piso suave, cuidando para evitar as rochas, cactus e antílopes. Meu paraquedas ainda estava sendo arrastado pelo vento e eu tentando me virar quando ouvi:</p>
<p>&#8220;Posso ajudar?&#8221;</p>
<p>Será que eu estaria ouvindo coisas? Eu poderia estar alucinando. Olhei para cima e vi um sujeito andando na minha direção, com um chapéu de cowboy. Um helicóptero estava pousado a curta distância. Nem se eu tivesse avisado a base de Edwards de que estava ejetando o socorro teria vindo tão rapidamente.</p>
<p>O homem era Albert Mitchell Jr. dono de um rancho no Novo México. Eu aterrizei a aproximadamente 3 milhas da sede do rancho. Ainda assustado por ve-lo, disse que estava tendo problemas com meu paraquedas. Enquanto me ajudava, disse que havia visto o paraquedas de Jim descendo e avisará a Policia, a Força Aérea e um hospital próximo.</p>
<p>Ao soltar o paraquedas, descobri a fonte do &#8220;flap flap&#8221;. Meu cinto de segurança e protetor de ombro ainda estava preso a um pedaço da fuselagem. O acento ejetável nunca disparou. Eu, sim, cai amarrado a um pedaço da aeronave. Também notei que as duas linhas de fornecimento de oxigênio estavam quase soltas, penduradas. Se a segunda linha tivesse se soltado, na alta altitude, meu traje teria desinflado e eu não teria nenhuma proteção. Alias, nunca tinha me dado conta, até aquele momento, de como o traje inflado realmente dava proteção ao corpo. Em outras palavras, o traje inflado resistiu a pressões que o avião não resistira.</p>
<p>Após me ajudar com o paraquedas, Mitchel disse que ia checar o estado de Jim. Subiu no helicóptero e 10 minutos depois voltou com a notícia devastadora: Jim estava morto. Aparentemente havia quebrado o pescoço no momento que o SR-71 se desintegrou e morreu instantaneamente. Mitchell disse ainda que um de seus homens iria cuidar do corpo de Jim até que as autoridades chegassem.</p>
<p>Pedi para ver Jim e quando tive certeza que nada mais poderia ser feito, concordei que Mitchell me levasse até o hospital de Tucumcari, a 90 quilômetros para o Sul.</p>
<p>Tenho ainda clara a memória do vôo de helicóptero com Mitchell. Não sei pilotar aeronaves com rotor, mas sei tudo sobre &#8220;linhas vermelhas&#8221; e Mitchell manteve a velocidade do vôo acima da linha vermelha durante todo o tempo. O pequeno helicóptero vibrava e sacudia bastante, por mais que eu insistisse que ele não precisava correr. Não pude deixar de pensar na ironia que seria morrer no helicóptero de resgate. No entanto, chegamos rapidamente e em segurança.</p>
<p>Contatei a equipe de testes da Lockheed em Edwards. Me informaram que tinham perdido contato de rádio e depois de radar conosco. Tinham imaginado que não haveria nenhum sobrevivente. Expliquei em detalhes o que havia ocorrido. No dia seguinte, nosso vôo foi reproduzido no simulador de SR-71 na case de Beale, California. O resultado foi identico ao que ocorreu conosco o que causou alterações no projeto para que o problema não voltasse a ocorrer. Investigações sobre o acidente revelaram que a secção do nariz quebrou antes do cockpit e que os destroços se espalharam por uma área de mais de 20 km.</p>
<p>Sorte inacreditável é a única razão de eu ter sobrevivido a uma aeornave como o SR-71 se desintegrando ao meu redor. Duas semanas depois do acidente, eu estava de novo num SR-71, voando da base de Palmdale, Califórnia. Era o primeiro vôo depois do acidente, então o engenheiro de vôo atrás de mim deveria estar preocupado com meu estado emocional e confiança. Assim que rolamos pela pista e decolamos, ouvi sua voz nervosa no intercom:</p>
<p>&#8220;Bill! Bill! Você está aí?&#8221;</p>
<p>&#8220;Sim George. Qual o problema?&#8221;</p>
<p>&#8220;Graças a Deus! Pensei que você havia ejetado&#8221;.</p>
<p>Acontece que a janela do cockpit traseiro do SR-71 não tem visão para a frente. Assim, George não podia me ver. Por um desses azares inexplicáveis, a luz de &#8220;Ejeção&#8221; acendeu em seu painel e George achou que eu havia ejetado.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Bill Weaver testou todos os modelos do F-104 Starfighter e toda a família de Mach 3+ Blackbirds&#8211;the A-12, YF-12 e SR-71. Depois, foi designado para testar o projeto L-1011. Foi o primeiro Piloto Chefe da Lockheed e se aposentou como Gerente da Divisão de Operações de Vôos Comerciais. Ele ainda voa L-1011, modificados para carregar o lançador de satélites Pegasus.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/naocontepramamae.wordpress.com/333/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/naocontepramamae.wordpress.com/333/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=333&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>175</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 02:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[NCPM]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos uma geração de Profissionais de Comunicação privilegiada. Praticamente inventamos o que se convencionou chamar de colaboratividade. Entregamos &#8220;empowerment&#8221; ao consumidor. Transformamos o que era uma alameda de mão única, numa ampla estrada de duas mãos, com muitas faixas e bla, bla, bla, bla, bla. Só não aprendemos&#8230;hmmm&#8230; a ganhar dinheiro com isso. Isso já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=325&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos uma geração de Profissionais de Comunicação privilegiada. Praticamente inventamos o que se convencionou chamar de <em>colaboratividade</em>. Entregamos &#8220;<em>empowerment</em>&#8221; ao consumidor. Transformamos o que era uma alameda de mão única, numa ampla estrada de duas mãos, com muitas faixas e bla, bla, bla, bla, bla.</p>
<p>Só não aprendemos&#8230;hmmm&#8230; a ganhar dinheiro com isso. Isso já é pedir demais.</p>
<p>E apesar deste texto estar em um blog, não estou falando apenas da mídia online, não.</p>
<p>Somos os netos da geração que inventou o Negócio da Comunicação e &#8211; como no ditado que diz que os netos levam o negócio dos avós à falência &#8211; estamos a ponto de quebrar tudo, instaurando o caos.</p>
<p>Se você acha que eu estou profetizando o apocalipse, aperte os cintos, porque este não será um texto cheio de afirmações retóricas. Vou tomar emprestado (no melhor espirito colaborativo) um texto da Advertising Age desta semana que traz um importante levantamento do estado das coisas da Comunicação por lá.</p>
<p>E amigo, a coisa está feia.</p>
<p>O texto a que me refiro é assinado por Bob Garfield e foi publicado naquele que é, talvez, o mais importante veículo de nosso meio, em 23 de março. Ou seja, não é pré-crise. É coisa recente. Apesar disso, mostra uma radiografia importante de um fenômeno que está em ebulição há alguns anos e que não tem nada a ver &#8211; apesar de agravado &#8211; com a crise financeira mundial: a crise da indústria da Comunicação.</p>
<p>Em resumo, o texto garante que nós erramos em duas premissas, a saber:</p>
<p><strong>1. Acreditamos que audiência seria igual à receita.</strong> Acreditamos que quanto mais gente assistindo nossos comerciais, mais gente entrando em nossos sites, mais gente ouvindo nossas rádios, mais receita nós teríamos. Isso até que foi verdade, porque nossos clientes também acreditaram nisso. Somos, aliás, bons em convencer clientes daquilo que acreditamos. Só que a premissa é falsa. E os clientes descobriram. Descobriram  que, porque o consumidor entra num site, não quer dizer que vai clicar no banner. Pior. Não quer dizer que ele vai sequer olhar para o banner. Ou para o comercial.</p>
<p><strong>2. Acreditamos que quanto mais receita, mais lucro.</strong> E aqui não tivemos que enganar ninguém. Nós mesmos acreditamos, nós mesmos nos enganamos. E o tempo ensinou, da maneira mais terrível, que lucro e receita, na Comunicação, não são vetores proporcionais.</p>
<p>Até outro dia era possível viver com essas duas crenças. Afinal, estávamos iludidos manipulando economias, culturas, democracias, capitalismos em geral. Para que nos preocupar com detalhes como a sobrevivência do nosso próprio negócio? Para que imaginar que o cliente poderia questionar se estávamos sendo realmente eficientes?</p>
<p>Ele questionou. E nosso mundo caiu.</p>
<p>Se você não acredita, vou citar alguns dados da matéria do Advertising Age que ajudam a ter a dimensão exata de como estamos. Como Garfield, serei didático separarando esta análise por meio:</p>
<p><strong>Jornais.</strong></p>
<p>Apesar da população americana ter crescido 23% nas últimas duas décadas, a circulação de jornais caiu 20%.</p>
<p>O San Francisco Chronicle está a ponto de quebrar. O Minneapolis Star Tribune, que foi vendido por 1.2 bilhões de dólares há dez anos, em janeiro deste ano, declarou bancarrota. O gigante Chicago Tribune, avaliado em 12 bilhões em 2000, foi vendido em 2007 por 8.2 bilhões para um conglomerado imobiliário. Apenas 20 meses depois, faliu. O Wall Street Journal foi responsável por 40% das perdas de seu grupo.</p>
<p>Mas nada se compara à situação do New York Times com uma dívida de 400 milhões para pagar em maio. O jornal já vendeu 75% de seus escritórios, além de suspender dividendos aos acionistas e pegar emprestado outros 250 milhões de dólares do oligarca mexicano Carlos Slim.</p>
<p>A notícia positiva é que alguns desses veículos conseguiram crescer sua audiência online. O ponto é que o modelo de negócios dos jornais online baseou-se, e ainda baseia-se na publicidade online. E convenhamos, ninguém clica em banners. Para que clicar?</p>
<p>Além disso, a oferta praticamente infinita de informação online faz com que outro modelo possível, o de cobrar por conteúdo, também não se mostre uma alternativa viável. Isso porque ninguém acha que carros, torradeiras ou televisões devem ser oferecidos de graça. Mas informação sim. O consumidor aprendeu que a informação está disponível de graça, por mais injusto que pareça. Maldito o axioma consagrado por Stewart Brand: information wants to be free.</p>
<p><strong>Revistas.</strong></p>
<p>Em 2008, as vendas em banca &#8211; que são o termômetro do mercado &#8211; despencaram 12%.</p>
<p>De acordo com a Media Industry Newsletter, a venda de anúncios caiu assustadores 22% no mesmo período.</p>
<p>Revistas como Domino, Meredith, CosmoGirl, PCMagazine, Play e Home simplesmente desapareceram. Playgirl e Radar também fecharam. A Time Inc. demitiu mais de 1400 funcionários desde 2004.</p>
<p>Quem resumiu bem a situação foi Wenda Harris Millard, co-CEO da Martha Stweart Living Omnimedia: &#8220;A publicidade não tem condição de sustentar toda a oferta de mídia [publicações] que existe&#8230;vivemos num cenário de caos&#8221;.</p>
<p><strong>Rádio.</strong></p>
<p>Garfield lembra a ascensão e queda do Clear Channel, o conglomerado de mídia que fagocitou centenas de estações de rádio por uma década, mas que foi vendido por 38 dólares a ação (despencando dos 100 dólares por ação de 2000). Pior que isso, teve que abrir mão de 56 estações de TV e mais de 500 pequenas rádios. Suas dívidas de mais de 20 bilhões de dólares transformaram o que era o sonho de um novo modelo centralizado para salvar a indústria do rádio em lixo.</p>
<p>A propósito, em fevereiro, demitiram 9% de seus quadros.</p>
<p><strong>Redes de TV.</strong></p>
<p>Aqui a coisa fica ainda mais feia. De acordo com Nielsen, no último período reportado, a audiência do horário nobre da CBS caiu 2.9%, ABC caiu 9.7%, Fox 17.5% e NBC outros 14.3%.</p>
<p>A notícia para esta última rede é ainda mais trágica, porque o êxodo de audiência obrigou a emissora a produzir programas mais baratos e ainda menos populares.Um círculo vicioso difícil de sair.</p>
<p>Como se não bastasse, anunciantes estão pagando mais e mais por menos e menos: o preço médio para atingir 1000 residências com um filme de 30 segundos, por exemplo, pulou de 8.28 dólares em 1986 para 22.65 em 2008 (na prática, equivalem a mais de 32 dólares porque de 150 a 200 dessas casas usam recursos como DVRs para pular propaganda).</p>
<p>Some-se ao êxodo de audiência o êxodo de anunciantes em 2009, que cortaram 71% dos investimentos em fevereiro e dizem que 6% de corte ainda estão por vir.</p>
<p>Aí você pensa&#8230;mas TV aberta morreu. A saída é a TV a cabo.</p>
<p><strong>Cabo.</strong></p>
<p>O cabo sofre de outro mal além dos DVRs.</p>
<p>Durante 50 anos cabearam-se as cidades. Sabe para quê? Não. Não foi para a TV a cabo e sim para a Internet Banda Larga. Veja que ironia. Um bypass nos canais a cabo usando seus próprios cabos.</p>
<p>O CEO da Time Warner Cable, Glenn Britt explicou melhor: &#8220;O que todos começam a dizer é &#8216;só preciso de internet&#8217;, não preciso de vídeo&#8221;.</p>
<p>Alternativas de mídia centers como o Boxee, que agregam conteúdo de diversas fontes de vídeo, além de compartilhamento como numa rede social, começam a fazer a diferença e transformam-se em alternativas reais ao cabo. A tal da convergência foi, então, um tiro no próprio pé.</p>
<p>Afinal, se você pode ver TV com pouca ou nenhuma publicidade, para que vai ver anúncios?</p>
<p><strong>Publicações Online.</strong></p>
<p>Mas e quanto ao terror da nova mídia?</p>
<p>Se você leu este texto até agora, deve esperar que toda essa fragmentação/fuga de audiência/receita venha parar aqui no online, onde você está agora, certo?</p>
<p>Errado.</p>
<p>Veja: o Yahoo, com suas 3.5 bilhões de page views diários, é o site mais visitado do mundo. Em 2008 teve um lucro de 420 milhões de dólares. Com 7.2 bilhões de receita. Nada mal, desde que você não compare com 2005, quando teve um lucro de 1.9 bilhão com uma receita de apenas 5.3 bilhões.</p>
<p>O mesmo Yahoo, que rejeitou a proposta de compra da Microsoft por 33 dólares a ação no ano passado recebe por ação, hoje, míseros 12 dolares. Menos da metade do valor.</p>
<p>O problema?</p>
<p>Segundo Randall Rothemberg, do Interactive Advertising Bureau, é simples: um desequilíbrio entre oferta e procura.</p>
<p>Quando um garoto de 14 anos pode criar seu canal de televisão em um notebook, a oferta de conteúdo cresce demais. E o preço despenca. Simples assim.</p>
<p>E note que Randall nem mesmo tocou no ponto crucial de que, mesmo que o preço da publicidade online não tivesse despencado, ninguém quer clicar em banners.</p>
<p>Mas ok. Não vamos falar do pobre Yahoo. Que tal Facebook, YouTube ou Twitter?</p>
<p>O Google, por exemplo, pagou 1.6 bilhões pelo YouTube e em 2008 recebeu de volta apenas 90 milhões em publicidade. Facebook que valia 15 bilhões em 2007, caiu para 2.7 bilhões em 2008 com uma receita de 300 milhões. E o Twitter, a bola da vez&#8230;hmmm&#8230; não&#8230; zero de receita até agora.</p>
<p>Esse é o quadro. É certo que tudo isso está acontecendo no Estados Unidos. Mas alguém duvida que enquanto você lê este texto, o mesmo aconteça debaixo de nossos narizes?</p>
<p>Enfim, foi isso que a nossa geração produziu. Esse é nosso caos particular: nós temos audiência. Só precisamos de um modelo de negócio.</p>
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		<title>174</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 18:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse negócio de dar opiniões, assim, publicamente, é curioso. Quando escrevi o texto 153, um que fala sobre o dinheiro gasto pelos governos para salvar a economia mundial, fazendo um contra-ponto com o dinheiro que supostamente seria necessário para resolver a fome no mundo, não pretendia que o texto tivesse um caráter objetivo, como uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=naocontepramamae.wordpress.com&amp;blog=904338&amp;post=322&amp;subd=naocontepramamae&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse negócio de dar opiniões, assim, publicamente, é curioso.</p>
<p>Quando escrevi o texto 153, um que fala sobre o dinheiro gasto pelos governos para salvar a economia mundial, fazendo um contra-ponto com o dinheiro que supostamente seria necessário para resolver a fome no mundo, não pretendia que o texto tivesse um caráter objetivo, como uma sugestão ou coisa que o valha [sou pretencioso, mas não a este ponto] .</p>
<p>Era apenas um texto para expor meu ponto de vista sobre à maneira com que priorizamos [nós todos e não apenas os governos] os problemas do mundo. Não pretendi, em momento nenhum, fazer uma crítica ao Capitalismo. [O que seria um desperdício de tempo já que qualquer Capitalismo tem suas falhas, seja o Capitalismo Corporativo, ou o Capitalismo Estatal, esse que a Rússia chamava de Comunismo. Segundo Noam Chonsky, alias, ninguém discutia qual era o melhor Feudalismo...].</p>
<p>O problema é que o texto cai na rede e seja o que deus quiser. Todo tipo de gente lê e interpreta a sua maneira. Recebi alguns [poucos, por sorte] comentários de gente que entendeu o texto literalmente e que realmente imaginou que o que eu propunha era a falência do sistema financeiro mundial, em favor de uma cruzada hiponga pelo fim da fome.</p>
<p>Ora por favor.</p>
<p>O fato é que esta semana, na Veja, existem duas matérias seguidas com dados interessantes e relacionados ao texto 153 aqui do Blog.</p>
<p>No primeiro, a revista faz um cálculo sobre quanto seria necessário para salvar a Amazonia da destruição: 17 bilhões de reais.</p>
<p>Logo na página seguinte, quanto o governo americano gastou para salvar a AGF: 140 bilhões de reais.</p>
<p>Pense nisso.</p>
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